Automobilismo perde Henri Julien, garagista criador da equipe AGS de Fórmula 1

Julien era um verdadeiro garagista e fez na marra seu sonho de Fórmula 1
Henri Julien
Um automobilismo francês e
grande representante da última era dos “garagistas” na Fórmula 1. Poucos
conhecem Henri Julien, mas aos 85 anos ele colecionava participações no
automobilismo europeu desde os anos 1950. O grande momento de Julien
ocorreu na Fórmula 2, em 1982, quando lançou o compatriota Philippe
Streiff e faturou vitórias na categoria, apesar da organização quase
artesanal.
O bom rendimento na base fez Julien aspirar sonhos maiores e começar o
desenvolvimento de um Fórmula 1. Chefão com as mãos na massa, ele teve
influencia direta no projeto, feito na raça. Ele comprou um chassis
antigo da então extinta equipe Renault de Fórmula 1 e refez todo o carro
do zero, equipando o JH21C com o Motori Moderni V6. A estreia veio em
1986 no GP da Itália, com o inesgotável Ivan Capelli. Ainda era cedo e
muito rudimentar para se classificar porém.
O melhor AGS foi preparado para 1989, mais
adaptado ao Ford V8, leve e rígido, mostrou promessas nos testes com o
talentoso Streiff. Durante os trabalhos em Jacarepaguá, contudo, um
terrível acidente deixou o francês paraplégico e o dono da equipe
atônito. Ainda assim, Gabriele Tarquini assumiu a pilotagem e fez o
último ponto da história do time, com um sexto lugar no GP do México.
Ainda inscreveria carros para 1990 e 1991, mas a AGS claramente tinha
perdido a inspiração com o terrível acidente de Streiff e se recolheu ao
silêncio como Julien, que seguiu apenas preparando carros regionais na
sua garagem.

Roberto Moreno conseguiu o primeiro ponto da história da equipe, em 1987