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quinta-feira, 27 de maio de 2021

Fórmula 1 2016 - Red Bull volta para a Renault e leva a Toro Rosso junto



Depois de muita roupa suja lavada publicamente durante os últimos dois anos, o ingrato touro vermelho enfiou seu rabo entre as patas traseiras após receber boas atualizações do motor Renault neste final de semana do GP de Mônaco, que valeram a pole position, e talvez só não tenham valido a vitória, por um erro nos boxes.

Tanto os austríacos quanto os franceses, embora bem ressentidos, não descartavam um retorno da parceria, mesmo durante os períodos mais turbulentos. E assim aconteceu: para 2017 e 2018, a Red Bull voltará a ter Renault no nome e, além disso, o acordo ainda levou a Toro Rosso junto. Até porquê é melhor do que usar um motor Ferrari defasado. Sacanagem com a equipe italiana, que fica à mercê das reviravoltas geradas pelas birras de sua matriz.

O que também acaba com os rumores da Honda fornecendo motores para qualquer uma das duas, mesmo que passando por cima da (má-)vontade de Ron Dennis, da McLaren.

Ah! Mas a Red Bull continuará usando o nome da TAG Heuer, e provavelmente deve continuar contando com o suporte da Ilmor, que também já se mostrou eficaz.


terça-feira, 16 de fevereiro de 2021

Conheça o McLaren MCL33 Renault

 

McLAREN MCL33 – 2018

A McLaren MCL33 é um carro crucial na existência da McLaren, já que, depois de três anos sombrios com a Honda, a equipe mudou para as unidades de potência da Renault para alcançar um motor confiável e de alto desempenho no seu carro. Tendo perdido muitos patrocinadores no ano de 2017, o CEO, Zak Brown, conseguiu novos acordos com a Dell, a Airgain, a Petrobras, a CNBC e a Kimoa (também parceira de roupas pessoais de Fernando Alonso).

Para destacar a mudança, a McLaren impulsionou sua campanha com “BeBrave”, uma palavra que foi definida para indicar o desafio à frente da equipe. Além disso, a MCL33 é pintada em Papaya Orange, após vários anos de solicitações de fãs para que a equipe o fizesse.

O diretor de corridas, Eric Boullier, talvez tenha resumido o melhor no lançamento do carro: “Os departamentos de design, engenharia e aerodinâmica fizeram um trabalho incrível ao entregar um novo carro com uma nova unidade de potência em um prazo extremamente curto. Nunca tomamos o caminho fácil ou procuramos atalhar um processo ou uma solução; e o resultado é um carro limpo e bem resolvido.

“Dito isso, não temos ilusões de que será difícil dividir a hegemonia na frente; e que o meio-campo será cheio de roupas bem financiadas e experientes, com muito para provar. Somos humildes com o desafio que temos pela frente, mas sentimos que nos preparamos bem, temos um pacote sólido que podemos aproveitar e explorar à medida que a temporada avança, e ter dois excelentes pilotos que farão a diferença nas corridas “.

Embora o diretor de tecnologia da equipe, Tim Goss, tenha admitido que a troca de motor foi um grande negócio , a equipe terminou seu carro a tempo para sua revelação online em 23 de fevereiro , enquanto o carro fez sua estréia em Navarra nas mãos de Fernando Alonso, que em 26 de fevereiro também foi o primeiro a dirigir no Circuito da Catalunha, onde os testes oficiais de inverno começaram.

Esse teste de inverno certamente não foi de acordo com as metas da equipe, que foram definidas em 500 km por dia de testes. O tempo interferiu no primeiro teste, mas uma roda caiu no dia 2, e um pouco de superaquecimento ao redor do turbo no dia 4 do primeiro teste pelo menos colocou algumas nuvens sobre os preparativos da equipe para a temporada. O teste 2 começa pior ainda, com Vandoorne parando na pista duas vezes.

Equipe: Eric Boullier (RD), Jonathan Neale ( COO ), Neil Oatley (Diretor de Design e Desenvolvimento), Tim Goss ( TD ), Simon Roberts ( OD ), Matt Morris (Diretor de Engenharia) , Peter Prodromou ( CE ), Paul James ( TM ), Guillaume Cattelani ( HA ), Stephen Watt (Chefe de Engenharia), Marianne Hinson (Chefe de Design e Tecnologia Aerodinâmica), Christian Schramm (Chefe de Tecnologia de Corrida), Philip Prew ( CE ), Mark Ingham (Chefe de Design), Kari Lammenranta ( CM )
Motoristas: Fernando Alonso (14), Stoffel Vandoorne (2)
Nome da equipe: McLaren Honda

ESPECIFICAÇÃO TÉCNICA

CHASSIS

Monocoque Composto de fibra de carbono, incorporando controles de motorista e célula de combustível
Estruturas de segurança Célula de sobrevivência do cockpit incorporando construção resistente ao impacto e painéis anti-penetração, estrutura de impacto frontal, estruturas de impacto lateral prescritas, estrutura de impacto traseira integrada, estruturas de rolo dianteiro e traseiro, estrutura de rolo secundário Halo
Carroçaria Composto de fibra de carbono, incluindo a tampa do motor, sidepods, piso, nariz, asa dianteira e asa traseira com sistema de redução de arrasto acionado pelo motorista
Suspensão dianteira Elementos de suspensão wishbone e pushrod de fibra de carbono que operam com barra de torção interna e sistema de amortecimento
Suspensão traseira Elementos de suspensão wishbone e pullrod de fibra de carbono operando com barra de torção interna e sistema de amortecimento
Peso Peso total do veículo 733kg (incluindo motorista, excluindo combustível)
Distribuição de peso entre 45,4% e 46,4%
Eletrônicos McLaren Applied Technologies. Incluindo controle de chassi, controle de unidade de energia, aquisição de dados, sensores, análise de dados e telemetria
Instrumentos Painel de controle da McLaren Applied Technologies
Sistema de travagem Pinças de freio Akebono e cilindros mestres
Sistema de controle do freio traseiro Akebono ‘brake by wire’
Discos de carbono e almofadas
Direção Suporte e cremalheira assistidos
Pneus Pirelli P Zero
Rodas de corrida Enkei
Rádio da garagem  Kenwood
Pintura Sistema AkzoNobel Car Refinishes usando produtos Sikkens
Sistemas de refrigeração Água Calsonic Kansei e resfriamento a óleo
Fabricação avançadaImpressão 3D e Fabricação de Aditivos da Stratasys Soluções de Tecnologia Avançada da Mazak

UNIDADE DE ENERGIA

Tipo de unidade de potênciaRenault Sport RE18
Peso mínimo 145 kg
Componentes primários de PU Motor de combustão interna (ICE)
 Unidade Geradora de Motores – Cinética (MGU-K)
 Unidade Geradora de Motores – Calor (MGU-H)
 Loja de Energia (ES)
 Turbocompressor
 Controle Eletrônico

 

MOTOR DE COMBUSTÃO INTERNA

Capacidade 1,6 litros
Cilindros Seis
Ângulo do banco Ângulo de 90 graus vee
Não de válvulas  24
velocidade máxima 15.000 rpm
Taxa máxima de fluxo de combustível 100 kg / hora (acima de 10.500 rpm)
Consumo de combustívelLimite de capacidade de combustível regulamentado de 105 kg ‘luzes para sinalizar’
Injeção de combustívelInjeção direta, único injetor por cilindro, 500 bar no máximo
Carregamento de pressão Compressor de estágio único e turbina de exaustão, eixo comum
McLaren MCL33 Renault – 2018

SISTEMA DE RECUPERAÇÃO DE ENERGIA

ArquiteturaRecuperação de energia híbrida integrada através de unidades geradoras de motores
Virabrequim acoplado elétrica MGU-K
Turbocharger acoplado elétrico MGU-H
Loja de energia Bateria de iões de lítio, entre 20 e 25 kg
Armazenamento máximo de energia, 4 MJ por volta
MGU-KVelocidade máxima, 50.000 rpm
Potência máxima, 120 kW
Máxima recuperação de energia, 2 MJ por volta
Implantação máxima de energia, 4 MJ por volta
MGU-HVelocidade máxima de 125.000 rpm
Potência máxima ilimitada
Máxima recuperação de energia, ilimitada
Implantação máxima de energia, ilimitada

 

TRANSMISSÃO

Caixa de velocidadeCaixa principal em compósito de fibra de carbono, montada longitudinalmente
Relações de transmissãoOito para frente e um reverso
Seleção de engrenagem Deslocamento sem emenda operado eletro-hidraulicamente
DiferencialDiferencial epicíclico com embreagem deslizante de várias placas
EmbreagemMulti-placa de carbono operada eletro-hidraulicamente

 

McLAREN MCL33 – 2018

terça-feira, 29 de dezembro de 2020

A história da Lotus Clássica

 

Colin Chapman começou de maneira modesta, após terminar o primeiro grau de engenharia na universidade de Londres. Os carros da Lotus ganharam a reputação de ser inovadores e bem-sucedidos nas competições.

Os primeiros carros da Lotus F1, foram usados motores dianteiros, contudo, a fornecedora Cooper exigia carros com motores traseiros. Chapman alterou rapidamente o projeto do carro, para usar motores traseiros.

A primeira vitória da equipe foi por Stirling Musgo no GP de Mônaco de 1960.

O projeto genial de Colin se tornou ainda mais bem-sucedido na Fórmula 1, quando trouxe ao time o piloto Jim Clark (o melhor piloto de Fórmula 1 de sua geração). Usando um projeto inovador, Clark conquistou o campeonato de 1963, e repetiu o feito em 1965.

Em 1966, a fórmula do motor de 3 litros foi introduzida e pela primeira vez, os carros não tinham motores apropriados. Mas em 1967, Chapman fez outro projeto inovador, o Lotus 49, com motores Cosworth.

Este novo carro usou motor próprio e em sua primeira corrida, Clark, conquistou a vitória. O motor Cosworth DFV devia ser o motor usado na Fórmula 1 mais bem-sucedido da época!

M. Graham ajudou reconstruir a moral da equipe ganhando campeonato de pilotos em 1968.

A equipe, apreciou o sucesso com Jochen Rindt como piloto 1, mas a tragédia golpeou quando Rindt teve uma ligação desobstruída em um acidente no circuito de Monza. Entretanto, Rindt conquistou o campeonato daquele ano.

O campeão seguinte da equipe foi em 1972 com o brasileiro Emerson Fittipaldi que, com 25 anos de idade, foi um dos pilotos mais jovens a conquistar um título mundial.

Lotus novamente trazia inovações para a década de 70, na parte da aerodinâmica do carro, criando o chamado "efeito terra" que deixava o carro mais colado no chão, usado até hoje na Fórmula 1 e na maioria das categorias modernas.

As baixas da Lotus

Em 1968 durante o GP da Alemanha, em uma corrida de Fórmula 2, o carro de Jim Clark escapara da pista e foi de encontro a uma árvore se chocando violentamente. Clark não resistiu aos ferimentos e morreu.

Em 1979 outro piloto da equipe, o talentoso Ronnie Peterson, morreu após uma pavorosa batida após a largada para a corrida do GP de Monza.

A Lotus nos anos 80

Na década de 80, Colin fez parcerias de longo prazo com empresas de Tabaco e a companhia de petróleo Essex e com controverso David Thieme para assumir a diretoria.

Mas em dezembro 1982, a equipe sofreu um duro golpe, quando seu "cérebro" Colin Champman sofreu um ataque do coração.

A equipe sobreviveu a sua morte, porém, a situação não era mais a mesma. Peter Warr, mão direita de Chapman por muitos anos, passou a liderar a equipe. Ele aproveitou para contratar o engenheiro francês Gerard Ducarouge.

Lotus obteve algum sucesso nos anos seguintes e a pintura de seus carros se tornou uma das mais clássicas até hoje. Por lá passaram destacados pilotos tais como Nigel Mansell, Ayrton Senna e Nelson Piquet.

O fim melancólico da equipe Lotus

No final da década de 80, a equipe já não era mais o que foi um dia. Enquanto Ayrton Senna estava por lá, o time ainda lutava por vitórias. Mas a situação piorava. Piorou ainda mais quando Senna migrou para a McLaren.

Nos anos 90, tudo foi alterado, mas nada impediu seu fim em 1994.

Nestes últimos quatro anos, único grande piloto que passou por lá, foi Mika Hakkinen, que iniciou sua carreira pilotando a Lotus em 1991.

Um dos últimos pilotos da equipe que, se esforçou com um carro não competitivo, foi Alexandro Zanardi, que mais tarde mudou para a CART Series.

O "retorno" da Lotus à F1

Tony Fernandes, encheu os fãs de esperança ao comunicar que ele traria de volta a Lotus para a Fórmula 1.

Contudo, problemas burocráticos aconteciam e nem mesmo pode mais utilizar o nome "Lotus".

Podemos dizer que tivemos duas vesões da Lotus em 2011: A Lotus F1 Team de Tony Fernandes e a Lotus-Renault. Mas em 2012 a montadora de carros Lotus ficou com os direitos de marca e assim a equipe que antes era conhecida como Renault passou a ser chamada de Lotus F1 Team.

A polêmica dos contratos de Ayrton Senna e Nelson Piquet

Com a popularidade de Ayrton Senna crescendo e o desempenho da equipe diminuindo, Senna passou a impor e a equipe lhe ofereceu várias regalias para poder manter o piloto nas temporadas que se seguiam.

Além de seguro de vida milionário, salários monstruosos e direito de Senna abrir empresas em paraísos fiscais, o contrato em inglês publicado pelo jornalista Fábio Seixas, mostra que havia uma cláusula onde seu parceiro de equipe, Satoru Nakajima era proibido de ultrapassá-lo em condições normais.

De acordo com o jornalista, a “cláusula 4.3, a Lotus concorda em “empenhar todos os esforços para que os carros da equipe sejam os mais idênticos dentro do possível” e que o status de Senna “será o de número 1, com todas as prioridades na alocação de equipamentos, se houver necessidade”.

Foi descoberto recentemente também que o contrato dava a rede Globo exclusividade para entrevistas com Senna, antes e depois das corridas.

Após a saída de Senna e a entrada de Piquet em seu lugar em 1988, a situação não era diferente. Embora o contrato não permitia todas as regalias que havia para com o Senna, o Piquet era tratado também como piloto 1.

De acordo com Fábio, “ O anexo 1 é muito claro nesse sentido: o piloto nº. 2, Satoru Nakajima, até poderia disputar igualmente com Nelson nos treinos livres e classificação, mas era obrigado a ceder passagem ao companheiro em qualquer situação normal de corrida. As exceções se apresentavam no caso de o veículo do sul-americano estar com algum problema. Ainda assim, seria necessário um a autorização da equipe para que o japonês pudesse se manter à frente ou ultrapassar o colega.”

Assim, o crasso jogo de equipe é comum na Fórmula 1 há muito tempo e até mesmo os pilotos considerados “os melhores de todos os tempos” buscavam vantagens em secreto para a realização de suas ambições.

Fonte e (ou) mais detalhes em Fábio Seixas Uol

Estatísticas da Lotus Clássica

Grandes Prêmios489Pontos consquistados na F11368
Melhores Voltas71Maior tempo de equipeElio de Angelis
Pole Positions107Mais fez PolesJim Clark
Vitórias79Quem mais venceuJim Clark
Pódios81Mais chegou ao pódioJim Clark
Titulos7Mais conquistou titulosJim Clark


Niki Lauda é homenageado com depoimentos de Lewis Hamilton e demais pilotos um ano após sua morte


Nesta semana, foi completado um ano da morte de Niki Lauda, tricampeão mundial de Fórmula 1. Prestando homenagem à lenda do esporte automotor, o jornal alemão Bild obteve depoimentos de Lewis Hamilton, Nico Rosberg, Valtteri Bottas e Helmut Marko.

Hamilton fez questão de demonstrar como era auxiliado constantemente pelo tricampeão, que demonstrava se importar com o piloto britânico.

“Niki é alguém de quem sinto falta, e acho que todos sentimos muita falta dele. Tivemos um ótimo relacionamento. Viajamos juntos, passei algum tempo com ele em Ibiza… Era um cara tão positivo, engraçado e divertido, oferecendo sempre as melhores histórias possíveis.”

“Ele era eternamente um piloto, estava sempre pensando em como poderíamos melhorar. Depois das corridas, me procurava muito e perguntava coisas como: “Ei, Lewis, o que você precisa para melhorar? Ele estava sempre atento.”

Ex-piloto da Mercedes e campeão mundial de F1, Nico Rosberg pontou que sempre teve ajuda de Niki Lauda durante sua carreira na categoria.

“Agora que sou empreendedor, penso em Niki ainda mais. Sou frequentemente confrontado com desafios em que poderia usar os conselhos de Niki. Seu feedback honesto sempre me ajudou na minha carreira na Fórmula 1.”

Valterri Bottas também ressaltou as constantes dicas que recebia de Niki Lauda durante suas conversas, principalmente quanto ao estilo de pilotagem.

“Niki me ensinou a sempre confiar em seu talento, algo que você nunca deve duvidar. E aprendi com ele a não deixar minha cabeça cair depois de decepções.”

Por fim, Helmut Marko ressaltou o quanto a presença de Lauda faz falta, relembrando a amizade que mantinha com o ex-piloto.

“Normalmente tomo café da manhã sozinho, às vezes há outras pessoas comigo, mas ninguém pode substituir um café da manhã com Niki Lauda. Atualmente, meu único contato na Mercedes é com Toto Wolff.”

Niki Lauda conquistou os campeonatos de 1975, 1977 e 1984 da Fórmula 1. Venceu 25 das 171 corridas disputadas, com a marca de 54 pódios registrados.

A morte de Niki Lauda ocorreu no Hospital de Zurich, na Suíça, no dia 20 de maio de 2019, devido à complicações durante um tratamento dialítico para problemas renais.




Michael Schumacher 🇩🇪 e Mika Hakkinen 🇫🇮 Em tempos de Benetton e Lotus